Bem feito!
Do Globo*:
Indústria do disco vai atravessar 2007 com cautela e mão no freio RIO - A indústria do disco no Brasil vai agir com cautela e mão no freio em 2007. As vendas estão estagnadas, a concorrência da pirataria continua forte. A gravadora que sempre investiu mais, a multinacional Universal, vai editar apenas 20 CDs e 10 DVDs nacionais este ano, enquanto a nacional nanica Biscoito Fino vai muito mais além, com 25 títulos, entre CDs e DVDs, a chegarem ao mercado até maio. A Trama vai lançar menos, mas promete trabalhar mais seus lançamentos. A Som Livre volta a reunir um cast depois de anos vendendo trilhas de novelas e coletâneas. A Sony BMG diminuiu o elenco, mas promete um leque variado e a Warner Music só quer artistas que já andem com as próprias pernas.
Eu cheguei a colocar um comentário lá no site do globo, mas acho que vale à pena expandir um pouco a idéia por aqui.
Dá para resumir o que eu penso numa expressão que as crianças costumam usar muito: bem-feito! Tudo o que está acontecendo com a indústria musical é culpa dela mesma, e isso não é de hoje.
Ao invés de facilitar a vida dos consumidores, as gravadoras lançam CDs defeituosos (sim, porque proteção anti-cópias é defeito, impede que os CDs sejam tocados em diversos aparelhos), vendem músicas com restrições que beiram o absurdo em lojas on-line (e fazem isso a um preço surreal) e insistem em promover sempre os mesmos artistas insossos com músicas irrelevantes.
Em tempos de Tramavirtual, MySpace, podcasts e musicblogs - todos apresentando artistas novos e muito mais interessantes que qualquer cosia que toque nas rádios - as únicas pessoas que se interessam pelo que as gravadoras têm a oferecer são as que não têm acesso à internet. O problema é que essas pessoas em geral têm baixo poder aquisitivo e não vão gastar R$ 30 num CD. Ou seja: quem tem dinheiro não está interessado porque a seleção das gravadoras anda horrível e os produtos são defeituosos. Quem não tem, vai de piratão. Bem-feito!
- Antes que alguém pergunte: sim, é possível dar copy-paste nas matérias do Globo Online. Basta usar o Firefox e instalar a Web Developer Extension. Desabilite CSS e Javascript e tudo volta a funcionar (a formatação desaparece, mas isso é até melhor para copiar o texto). O Globo é mais um exemplo imbecil e ridículo de “proteção” contra cópias. Eu conheço muita gente da equipe de desenvolvimento do site deles e essa “funcionalidade” foi adicionada contra a vontade de todos. A ordem veio da diretoria, formada - como sempre - por pessoas que não têm a menor idéia do que estão fazendo. Igualzinho às gravadoras!
Mon 12 | Mar/2007 | Tags: Português, Rant, drm
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12/Mar/2007 at 12:08 pm
Bom, sobre a “proteção contra cópias” do Globo Online, o que eu ouvi foi que, depois que foi implementada, a venda de conteúdo do jornal aumentou.
Porque tem muito jornal do interior que faz copy-paste das coisas.
É, é chato e ridículo. Mas quem precisa mesmo consegue dar um jeito.
12/Mar/2007 at 6:11 pm
boa, melhor que a matéria da Exame. Mais direto ao ponto, mas contundente (se bem que o texto da exame era pra tiozinho executivo).
14/Mar/2007 at 12:27 pm
Tem um jeito ainda mais fácil ainda de copiar as matérias do Globo. Basta gerar um pdf da página… ;)
30/Mar/2007 at 11:13 am
Acho que tem um jeito ainda melhor: não ler o Globo. Aliás…não ler jornal, nem mesmo on-line…