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iSummit – 24/jun – Music, Video & Multimedia
Bem amigos da redigrôbo! Iniciando o liveblog de hoje temos a apresentação de projetos multimídia que usam ou são alinhados com as licenças CC.
Participam representantes da Agência Brasil (Radiobrás), Trama, Revver, Open Channel and ccBulgaria.
11:10 Abertura com Eric Steuer, Chairperson do Creative Commons. Adorei isso de chairperson.
Rodrigo Savazoni – Agência Brasil
11:13 Rodrigo Savazoni da Agência Brasil apresenta o trabalho da agência para os gringos. O anúncio do licenciamento de todo o conteúdo em licenças CC-Attribution é repetido. A galera vibra!
11:16 Ao que parece os novos sites da Radiobrás e Agência Brasil vão incorporar recursos de folksonomy (tags, votação estilo Digg/Overmundo etc.).
11:18 A expressão web2.0 é falada pela primeira vez. Beba um gole de sua bebida alcoólica preferida.
11:22 Ambos os sites foram produzidos 100% com software livre (servidores linux, publicador Zope/Plone e formatos abertos de áudio e vídeo).
11:23 A expressão AJAX é falada pela primeira vez. Beba outro gole.
André Szajman – Presidente da Trama/Trama Virtual
11:24 André Szajman da Trama no microfone.
11:25 “A Trama não quer se posicionar como uma gravadora, mas como uma empresa de música.” Qual a diferença? A idéia é colocar a música e o artista em primeiro lugar, ao contrário das outras grandes gravadoras que parecem estar interessadas primeiramente no mercado. Depois do lançamento do Trama Virtual isso realmente bate com o discurso deles.
11:30 “Trama Virtual today is the biggest brazilian music community on the web.” True. O lançamento do disco do Cansei de Ser Sexy pelo selo Trama Virtual é citado.
11:31 Vai haver um programa Trama Virtual no canal Multishow e no rádio. Muuuito interessante.
11:32 Totonho e os Cabra e Mombojó estão lançando CDs pelo selo Trama Virtual usando licenças CC. A editora Trama é CC-friendly.
11:34 Estatísticas do Trama Virtual: 1300 músicas no lançamento, mais de 28000 artistas no momento.
11:36 Trama Universitário: eventos musicais em universidades com artistas do Trama Virtual e da Trama, serviço de upload de currículos de estudantes e vários outros serviços para universitários. É a Trama ficando bem na fita com a galera.
11:39 Szajman é BASTANTE aplaudido.
11:42 Sessão de perguntas e respostas. Fiz uma pergunta sobre integração com o ccMixter e outras comunidades. Ao que parece isso está no pipeline de desenvolvimento para o ano que vem. \o/
11:46 WE DON’T BELIEVE IN DRM. Aplausos.
Andrew Garton – Diretor do programa Open Channel
Andrew é compositor, músico e internet artist com background em música eletrônica experimental e arte digital. Atualmente mora em Melbourne, Austrália e dirige o projeto Open Channel.
11:49 Andrew conta a história do primeiro audio stream, feito pela ABC da Austrália usando Real Audio para transmitir uma música que durava… 6 semanas. A música havia sido feita justamente para não ser tocada por nenhuma empresa de broadcasting, só de provocação. A rede ABC provou que existem pessoas loucas o bastante para bancar qualquer coisa. Que bom.
11:52 Ele está tentando fazer a apresentação em windows. Três minutos e o computador ainda não terminou de bootar, abrindo várias coisas inúteis automaticamente.
11:53 Andrew é um dos pioneiros em sharing cultural, tendo experiências bem anteriores à criação das licenças CC. Não que outras pessoas não compartilhassem antes disso.
11:58 Um vídeo de um dos projetos feitos por ele é mostrado. Trata-se de uma compilação de imagens em forma de clipe do Undercurrents, projeto coletivo que foi apresentado nos festivais de cinema de Taipei e Melbourne em 2001. Bem interessante. Fato curioso: não existe release oficial desse material. Tudo teve que ser captado e editado DEPOIS devido ao número absurdo de contribuidores.
12:02 Outro projeto: D3. Utilizavam um quiosque especial que subia fotos e coordenadas fornecidas por um GPS que eram cruzadas com palavras-chave (tags). O resultado final era um mapa interativo com fotos e conceitos.
Em geral Andrew apresenta bons conceitos, mas tudo… hm… artê demais.
Steven Starr – Revver
O Revver é algo como o YouTube bombado. A plataforma inclui anúncios no final dos vídeos, o que gera grana. Um conceito realmente revolucionário em tempos de web2.0. :-)
12:15 Steven comenta a atitude big brother do governo dos EUA em relação a conteúdo. Ë bem pior do que nós podemos imaginar.
12:16 O Revver dá aos usuários o que eles querem: file sharing. Você pode e deve circular a mídia, principalmente porque ela tem um anúncio no final, e cada vez que uma pessoa o assiste, o autor ganha alguma coisa. O autor pode escolher que tipo de anúncio pode entrar em seu conteúdo. Os anunciantes compram keywords e o sistema faz a associação automaticamente.
12:19 A idéia central é ter como criar conteúdo independente que possa gerar dinheiro, mas sem que isso atrapalhe. A pergunta técnica é: como o tracking do vídeo é feito? O pagamento pelos anúncios funciona se o vídeo for tocado fora do site?
12:21 O Revver forneceu o backend para o concurso Firefox Flicks. Tinha me esquecido disso.
12:23 Vídeo com dois caras brincando com fontes feitas com diet coke e mentos. Um clássico!
12:26 O vídeo fez 25 mil dólares para os caras através do Revver!
12:27 Ok, ele explicou o tracking. Trata-se de uma feature do quicktime player que permite incluir um trigger no final do vídeo que faz um push para o servidor. Engenhoso! Infelizmente não existe versão para linux ainda, mas estão trablhando nisso (juntamente com um player baseado em flash e python, ao que parece).
12:29 Modelo de revenue sharing: 50% para eles, 50% para os autores – exceto em casos de sites afiliados – MySpace por exemplo. Em todo caso, trata-se de um bom negócio (em oposição a não ganhar nada, como em todos os outros competidores).
12:31 “E se você não vir o vídeo até o fim, alguém recebe alguma coisa?” Não.
12:32 “Qual licença CC é usada?” Attribution NoDerivs. No futuro eles pretendem incluir licenças remixáveis e pagar aos autores de acordo com segmentos usados. Bastante revolucionário. Se esse tipo de coisa puder ser implementada em outros tipos de mídia, temos algo realmente grande aqui.
Dessi Pefeva – Líder do projeto ccBulgaria
12:37 Está bem difícil de entender o inglês dela, mas vamos tentar. No momento ela está falando sobre diversos sites de sharing, um de música, outro de modelos 3d (www.graphilla.com).
12:40 Este site lançou um concurso de modelos 3d de animais de carga e os trabalhos participantes foram lançados sob licença CC. Isso foi bastante importante porque, aparentemente, os modeladores 3d da bulgaria eram bastante conservadores nesse sentido.
12:43 Está realmente difícil entender o que ela fala.
12:47 Voxx Lab: um laboratório/estúdio de áudio aberto ao público com workshops para ensinar pessoas a trabalhar com isso. Associado a isso há uma library aberta de samples e músicas licenciadas sob CC (lógico). Interesante, mas é o tipo de coisa que só tem como funcionar num país pequeno.
12:51 Nightsongs: Uma peça multimídia interativa (ui). O ingresso inclui um CD com a trilha sonora licenciada sob CC.
12:52 C3: Isso é realmente interessante. Existe um projeto para criar um espaço cultural com estúdios, palcos, biblioteca, laboratório fotográfico etc. com acesso livre para criação de conteúdo pela população. Seria basicamente um mega-estúdio/casa de shows. O local seria financiado com o aluguel dos estúdios e investimento de terceiros.
Finis!
Mais updates durante o dia. Stay tuned!
Sat 24 | Jun/2006 | Tags: Blog, Liveblog, Português, Rio iSummit
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