You give me feee-ver
(Sorry, this is in portuguese only, I’ll translate it later when I have time / feel like it.)
Acabo de voltar da Febre e devo dizer que estou surpreso. A Casa da Matriz estava absurdamente lotada, a pista estava cheia e quem estava lá realmente estava interessado em curtir o som – nada de dançar olhando o DJ, perfeito! Continua sendo impossível dizer que existe uma “cena” eletrônica que faça diferença no Rio de Janeiro, mas foi bom saber que ainda existem alguns lugares certos para encontrar as pessoas certas.
Isso foi um tanto chocante para mim porque, apesar de produzir música eletrônica, eu não tenho circulado muito pela noite. Nada de “I’m too old for this shit”, eu só estou, digamos, num hiato. Sinto mais prazer tocando e vendo as pessoas se acabando do que estando lá no meio. De certa forma até faz sentido: como bom nerd que sou, eu já joguei RPG. Nunca gostei de ser um mero personagem, sempre preferi a posição de dungeon master… mas estou me desviando do assunto. O fato é que a diferença entre a irregularidade de público que rola nas festas de que participo no Dama de Ferro e a incrível lotação da Febre no mesmo dia e sem nenhuma grande atração especial (leia-se: DJs estrangeiros, bandas razoavelmente famosas tocando etc.) foi no mínimo, hm, interessante.
Ok, a Febre é uma festa considerada sobrevivente – a última noite 100% dedicada a drum’n'bass, jungle e breakbeat no Rio. Ela enche porque as pessoas sabem exatamente o que vão encontrar. Já o Live Tonite é diferente sempre. Será que o público realmente tem tanto medo de se arriscar, mesmo numa festa em que a entrada sai por R$ 5 com flyer? Intrigante.
Ah sim, o set. Foi ótimo. Na verdade eu comecei bastante nervoso. O Joca me chamou na terça-feira para tocar. De cara pensei em juntar algumas músicas e tocar um DJ set “normal” usando o Traktor, mas como eu não sou DJ, não tinha uma coleção de músicas especializada o bastante para encher duas horas decentemente. Por outro lado, tenho muito disso nos sets que uso para tocar usando o Live. Resultado: decidi ligar o foda-se e fazer um DJ / live set sem paradas. Como nunca tinha feito isso antes (isso = mixar tudo no Live), fiquei uma pilha de nervos no começo. A maneira de mixar as músicas e fazer a coisa toda funcionar no Live é bastante diferente do Traktor – que é feito só para isso, e portanto muito eficiente – mas abre milhões de outras possibilidades.
O Traktor certamente é mais ágil, mas nele é simplesmente impossível soltar uma música, trocar para um grupo de loops com efeitos independentes e jogar uma track de voz por cima, aproveitando o gancho para encaixar outra música. Na prática, todas as músicas se tornam uma coisa só. Realmente lindo, mas exige MUITO, MUITO mais concentração do que simplesmente mixar as músicas como um DJ faria. É impossível conversar durante as mixagens e também antes delas quando você está decidindo o que vai fazer. No fundo é uma questão de treinar para se acostumar a um tipo de pensamento, hm, estratégico para criar o set. Quase uma partida de xadrez, mas com batidas. ;-)
Enfim, foi ducaralho. A experiência me fez mudar de opinião com relação à minha maneira de pensar os shows. Vou escrever mais sobre isso em breve em outra parte do site para deixar como referência (me cobrem nos comments se eu ficar adiando isso, às vezes eu sou um zé mané). Certamente será um bom material de leitura para produtores e nerds em geral. Stay tuned!
Fri 17 | Feb/2006 | Tags: Blog, Português
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17/Feb/2006 at 2:02 pm
bacana FábiO! parabéns pelo set e seja bem vindo á família FEBRE!!
abração
17/Feb/2006 at 5:16 pm
Legal, adorei!!!!! Parabéns!!!!!!!!
08/Mar/2007 at 2:53 pm
Que show, tbm não sou DJ mas sempre toco nas festas dos amigos….jah me chamaram para tocar em uma´s PVT´s em sampa, bem pequenas, mas não tive coragem. Eu uso o Virtual DJ com um Behringer BCD2000 Parabéns pelo foda-se Que bom q mandou bem